Devaneio(s)
O médico me recomendou dois litros de paranóia, mas em doses módicas.
Espero não estar exagerando; paranóia as vezes pode ser divertido.
"Se achar que está demais, corte o café!"
Há bem os dias em que achamos que estamos ficando loucos. Ontem, se não me engano, o saco de açúcar se esfregou na parede áspera até rasgar. 5 quilos de açúcar diante de mim, me encarando... E você quer me falar de paranóia.
Ouvi dizer uma vez que todo o paranóico é também megalomaníaco. Bom, se uma pessoa vem te dizer que o exército, o SNI, a KGB, a cia, Bill Gates, Padre Edir Macedo e o Dalai Lama estão evolvidos num grande complô mundial para espioná-lo, você pode dizer que essa pessoa espera um pouco demais de si mesma. Mas digo, ninguém precisa de arquitetar conspirações globais para ser paranóico:
"Vê aquele gato? Olha como olha para cá. Como olha para nós. Ele sabe segredos! Eu sei que sabe. E acha que ele vai me dizer se eu perguntar? Acha!? (...) Gatos miam, esse é o truque deles! É seu código secreto... para guardar seus segredos. Eles acham que me enganam. Mas eu sei. EU SEI!!! ...gatos estúpidos..."
Ninguém precisa de conspirações... se você olha em volta de você antes de abrir a porta, se passa a chave duas vezes, se limpa suas digitais do caixa do banco... até mesmo se olha para os dois lados para atravessar uma rua de mão única! E mais, todo supersticioso? Paranóicos!
Também tive outras coisas esses dias. Primeiro, baixei os Sandman que não tinha lido. Fantástico! Te direi algo também fantástico; a trilha sonora de Hellboy. Perfeita, quase totalmente instrumental, não é algo para se colocar no discman e sair ouvindo, ela é fantástica por ser o acompanhamento perfeito. Para uma revista sombria e surreal como o Sandman, encaixou de maneira indescritível. Acho que nem com a própria revista do Hellboy sairia tão bem.
Mas cortei o assunto para deixar claro que paranóia por si só não basta. Por isso procurei pelas revistas. A fuga, o surreal, a poesia... as coisas doces da vidas.
Também o drama, a boa história sempre tem suas complicações. Mas mesmo assim não sei bem o que dizer pelo meu chefe. Não sou bom para falar boas palavras, ainda assim, acho que fiz o possível. Fiz o que achei que podia ser feito. Se fiz bem...
(o problema em questão fica fora de questão)
E então nesse post sem sentido, penso nos devaneios das ruas. Parei hoje para observá-los. Dizem os escritores que as ruas são seres pensantes e que respiram. E se você parar para ouvi-las, elas falarão com você. Dezenas de pessoas umas após as outras em uma caminhada pelo centro da cidade. Posso te jurar, cada pensamento meu era respondido por um grito, um comentário aleatório, uma palavra não necessariamente dirigida a mim. Nem tudo pôde fazer sentido. Mas cada pensamento foi respondido; e com uma precisão assustadoramente acima do esperado. Mas as verdades do mundo ainda assim não me foram reveladas, e os gatos apenas miaram.
Por fim, hoje almocei com o Tiago. (D...! D...!) Encontrei com o povo. Demorei-me no trabalho. Tomei chuva e aventurei-me na noite. E cheguei em casa numa festa! Compreensível, aniversário de meus avós.
Até mais! Vou-me.
Espero não estar exagerando; paranóia as vezes pode ser divertido.
"Se achar que está demais, corte o café!"
Há bem os dias em que achamos que estamos ficando loucos. Ontem, se não me engano, o saco de açúcar se esfregou na parede áspera até rasgar. 5 quilos de açúcar diante de mim, me encarando... E você quer me falar de paranóia.
Ouvi dizer uma vez que todo o paranóico é também megalomaníaco. Bom, se uma pessoa vem te dizer que o exército, o SNI, a KGB, a cia, Bill Gates, Padre Edir Macedo e o Dalai Lama estão evolvidos num grande complô mundial para espioná-lo, você pode dizer que essa pessoa espera um pouco demais de si mesma. Mas digo, ninguém precisa de arquitetar conspirações globais para ser paranóico:
"Vê aquele gato? Olha como olha para cá. Como olha para nós. Ele sabe segredos! Eu sei que sabe. E acha que ele vai me dizer se eu perguntar? Acha!? (...) Gatos miam, esse é o truque deles! É seu código secreto... para guardar seus segredos. Eles acham que me enganam. Mas eu sei. EU SEI!!! ...gatos estúpidos..."
Ninguém precisa de conspirações... se você olha em volta de você antes de abrir a porta, se passa a chave duas vezes, se limpa suas digitais do caixa do banco... até mesmo se olha para os dois lados para atravessar uma rua de mão única! E mais, todo supersticioso? Paranóicos!
Também tive outras coisas esses dias. Primeiro, baixei os Sandman que não tinha lido. Fantástico! Te direi algo também fantástico; a trilha sonora de Hellboy. Perfeita, quase totalmente instrumental, não é algo para se colocar no discman e sair ouvindo, ela é fantástica por ser o acompanhamento perfeito. Para uma revista sombria e surreal como o Sandman, encaixou de maneira indescritível. Acho que nem com a própria revista do Hellboy sairia tão bem.
Mas cortei o assunto para deixar claro que paranóia por si só não basta. Por isso procurei pelas revistas. A fuga, o surreal, a poesia... as coisas doces da vidas.
Também o drama, a boa história sempre tem suas complicações. Mas mesmo assim não sei bem o que dizer pelo meu chefe. Não sou bom para falar boas palavras, ainda assim, acho que fiz o possível. Fiz o que achei que podia ser feito. Se fiz bem...
(o problema em questão fica fora de questão)
E então nesse post sem sentido, penso nos devaneios das ruas. Parei hoje para observá-los. Dizem os escritores que as ruas são seres pensantes e que respiram. E se você parar para ouvi-las, elas falarão com você. Dezenas de pessoas umas após as outras em uma caminhada pelo centro da cidade. Posso te jurar, cada pensamento meu era respondido por um grito, um comentário aleatório, uma palavra não necessariamente dirigida a mim. Nem tudo pôde fazer sentido. Mas cada pensamento foi respondido; e com uma precisão assustadoramente acima do esperado. Mas as verdades do mundo ainda assim não me foram reveladas, e os gatos apenas miaram.
Por fim, hoje almocei com o Tiago. (D...! D...!) Encontrei com o povo. Demorei-me no trabalho. Tomei chuva e aventurei-me na noite. E cheguei em casa numa festa! Compreensível, aniversário de meus avós.
Até mais! Vou-me.

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